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Colunistas  Marco Antonio de Tommaso

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Beleza & saúde

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Data: 28/12/2002

Título: Raiva

A raiva é uma reação de defesa do organismo, importante fator de sobrevivência, presente em todos os animais.
É desencadeada quando nos sentimos em perigo ou ameaçados em nossa auto-estima, dignidade; quando recebemos tratamento injusto, humilhação; quando nossos direitos não são respeitados ou quando nos frustramos na busca de um objetivo importante.

Talvez seja a emoção mais difícil de controlar.

A raiva pode se manifestar em duas fases. Na primeira, há um pico de energia para uma ação imediata de luta que dura minutos, sendo uma reação praticamente automática. Num segundo momento, caso não haja resolução da situação, a continuidade do estímulo da adrenalina na corrente sangüínea mantém o cérebro em estado de prontidão para reações posteriores. Esta fase pode durar dias e aparecem os pensamentos que servem de novos estímulos para realimentação da raiva. Cada pensamento decorrente da raiva desencadeia outra reação de raiva. Neste estágio, se o organismo é irritado, poderá haver reações de grande magnitude. Neste momento, as pessoas não perdoam, as emoções dominam o pensamento racional. O alto nível de excitação faz com que a mente gire em torno de retaliação, vingança, represálias e as conseqüências podem não ser avaliadas. Ao contrário da tristeza, a raiva energiza o organismo. Quanto mais a raiva for alimentada, mais difícil será o seu controle.

Além da resposta brusca a uma frustração imediata, a raiva poderá ir sendo fomentada por pensamentos de vingança em autênticas ruminações, numa reação física e psicológica extremante prejudicial para a saúde física e mental. O estado crônico ou prolongado pode desencadear inúmeras doenças físicas e psicológicas.

O controle da raiva requer a identificação precoce dos primeiros indícios da mesma. Os primeiros pensamentos hostis que a detonam devem ser avaliados e refutados através da contra-argumentação. Se isso não é feito, a bola de neve transforma-se numa avalanche incontrolável. Além de rever os fatores iniciais, deveremos procurar desautomatizar a reação, pelo ganho de tempo, pela distração e pela prática de mecanismos alternativos de descarga, até "baixar a poeira". Afastar-se da situação, tentar alguma forma de relaxamento, socar uma almofada, engajar-se numa atividade prazerosa, escrever sem censura tudo o que pensa (desabafar por escrito) e só então procurar conversar racionalmente com a outra pessoa.

DICAS PARA O CONTROLE DA RAIVA

1. Aprenda a ouvir atentamente. Procure inverter os papéis, colocando-se no lugar da pessoa que te causou raiva.
2. Não humilhe nem ofenda a outra pessoa ao declinar seu descontentamento. Refira-se ao comportamento, à situação; ataque o problema, não a pessoa.
3. "Esfrie" a cabeça aos primeiros sinais de raiva, conforme foi dito anteriormente.
4. Aprenda a dizer de forma adequada o que não gosta em relação ao comportamento do outro.
5. Cultive mecanismos de descarga, como exercícios físicos, relaxamento, relacionamentos, lazer.
6. Tolere as diferenças. Muitas situações de raiva surgem quando não toleramos formas de pensar ou agir diferentes das nossas. Desejos, opiniões e valores não são padronizados. Exercite a tolerância, a arte de conviver com diferenças. Lembre-se: a pessoa é apenas diferente e não "melhor ou pior que". Negocie, faça acordos e notará que isso diminui a frustração social. Será que você explode porque as coisas ocorrem fora do previsto? Aprenda a esperar, tolerar e notará diminuição progressiva da raiva.
7. Isto funciona em níveis moderados de raiva. Nos casos em que há exacerbação da raiva, pode ser indispensável ajuda psicológica.
8. EXPLOSÕES e agressões aumentam a descarga de adrenalina e não resolvem, além de levarem à culpa depois.

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